Controlado sim, restrito não!

Será a cura do Diabetes tipo 2?

17/01/2010 12:33

 A promessa de pôr fim ao diabetes tipo 2 por meio de um procedimento cirúrgico tem somado inúmeros apostadores.Etre as centenas de pacientes que já se submeteram à técnica, destaca-se o apresentador de TV Fausto Silva (Faustão).Em agosto do ano passado , ele revelou em seu programa que passou pela cirurgia com o intuito de emagrecer, curar o diabetes e pressão alta.No entanto, enfatizou que não pretendia fazer apologia de um método cuja eficácia ainda gera dúvidas. Tais incertezas preocupam mais cautelosos e têm feito do cirurgião Aureo Ludovico de Paula alvo de sérias críticas.

O especialista goiano realiza um método que se baseia nos princípios da já consagrada cirurgia bariátrica (redução do estômago) com a diferença que, não só diminui cerca de 40% do estômago para inibir o hormônio grelina (responsável por estimular o apetite), como também transplanta a parte final do intestino, chamada de íleo, para o trecho inicial. Esse novo posicionamento aumenta a produção de incretinas, facilitando a secreção do insulina pelo pâncreas - o que justificaria a remissão da doença.

Chamado de interposição o íleo, o método divide opiniões porque é colocado em prática há mais de seis anos sem ter passado pela regulamentação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Vale lembrar, porém, que nehum tipo de cirurgia voltada ao tratamento de diabetes é regulamentado. "Atualmente eistem algumas propostas cirúrgicas para o tratamento do diabetes, mas todas em fase de testes, dentro de instituições universitárias e sem custo para os pacientes.Só depois da conclusão dos estudos saberemos se os procedimentos trazem benefícios", contextualiza o cirurgião Alexandre Amado Elias, membro titular da SBCBM.

De acordo com um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Saúde, órgão do Ministério de Súde, o Brasil é palco de 16 estudos experimentais na área. Desse total, oito já foram encerrados, cinco estão em andamento na Universidade de Campinas (Unicamp) e um está sendo realizado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A técnica de Aureo não está incluida nessa lista, pois não passou pelo protocolo de pesquisa científica da Comissão Nacional de Ética em pesquisa (Conep)."Assim como os medicamentos passam por várias etapas antes de chagar ao mercado, a cirurgia precisa ser avaliada em diversos âmbitos antes de ser aprovada como mais uma opção de tratamento. Não podemos ultrapassar essa sequência lógica, pois nossa missão é oferecer segurança aos pacientes", alega Elias.

No Brasil as regras são muito rigidas por isso certifiquem-se de que o método que você está usando é aprovado.Essa é a única maneira de garantia de que todos os métodos de segurança estão seguidos.

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